Informações em breve.
A Escritora Iniciante
Eu invento histórias desde que me entendo por gente.
Uma das minhas lembranças mais antigas de brincadeiras era inventar que existia uma passagem secreta dentro do meu guarda-roupa (antes de saber que existia Nárnia!). Eu entrava por uma porta e saía pela outra imaginando que eu estava no País das Maravilhas, na Terra do Nunca ou em qualquer outro mundo mágico.
Eu inventava histórias de novela para as minhas bonecas, era apaixonada por assistir desenhos da Disney e devorava os gibis da Turma da Mônica na infância. Na adolescência, descobri Harry Potter e As Brumas de Avalon e, com essas duas obras, foi calcificada a minha paixão pela Literatura Fantástica.
Foi nessa época que eu comecei a escrever meu primeiro livro. Era a história da Morgana (a referência óbvia), uma adolescente orfã que descobria ser a princesa de um país mágico que era habitado por criaturas que tinham os poderes dos quatro elementos. Morgana, por sua vez, era dotada de magia e podia controlar todos eles.
Essa história nunca foi concluída (quem sabe um dia?), mas foi a primeira de muitos começos em que garotas se aventuram pelo nosso mundo e por outros. Tenho lembranças de rascunhos de romances fantásticos em que casais viajam no tempo, em que mocinhos usam lindos vestidos e em que bruxas são perseguidas. Todos sem final.
A primeira história que eu terminei aconteceu em 2008, e eu culpo Crepúsculo e as fanfics Harry Potter por isso.
Em 2008, já no final da adolescência, aconteceram duas coisas que eu acredito serem a fagulha que me fez querer perseguir a escrita como carreira: eu li Crepúsculo e descobri as fanfics de Harry Potter.
Ler Crepúsculo, apesar dos pesadores, foi transformador para mim, que sempre fui uma jovem romântica amante do sobrenatural. Sem brincadeiras, essa leitura fez com que eu me apaixonasse pelo poder que os livros têm de nos fazerem sentir. Logo, comecei a devorar todo romance fantástico que encontrava e a querer escrever os meus.
Então, numa noite despretensiosa, eu descobri no Orkut uma comunidade em que uma pessoa postava capítulos semanais da história de uma personagem que eu sabia que não existia no universo de Harry Potter.
A Produtora de Conteúdo
Eu produzo conteúdo para a internet desde 2007.
Tudo começou quando eu estava lendo uma das revistas Capricho da minha prima e encontrei um artigo sobre blogs, que apresentava a legendária blogueira dos anos 2000, Lia Camargo e seu JustLia. Quando li o artigo, pensei: eu também posso ter um blog! Então, criei o Meu Fantástico Mundo no Blogspot.
Comecei publicando textinhos sobre coisas que aconteciam no meu dia, postando fotos de coisas que eu achava legais e comentando músicas e filmes. Aí, em 2009, eu achei que precisava de uma identidade nova e, de um brainstorm, surgiu o Cometa de Ideias.
Esse blog me acompanhou durante muito tempo. Nele, eu ainda publicava textinhos sobre situações aleatórias da minha rotina, comentários sobre cultura pop e famosos, mas também comecei a publicar crônicas sobre assuntos mais sérios (feminismo e sociedade) e minicontos de ficção que eu não tinha onde publicar.
Tudo mudou para o Cometa de Ideias quando eu descobri os blogs literários. Um que eu adorava acompanhar era o Uma Janela Secreta, que me inspirou a fazer tags, desafios e a ler mais. No ano de 2013, eu transformei o blog em um blog literário e comecei a postar resenhas e indicações de leitura.
Então, veio mais uma transformação quando eu descobri os vídeos sobre literatura no YouTube.
Em janeiro de 2014, eu criei o Poeira Literária, um canal que eu decidi dedicar para a leitura de livros clássicos, esquecidos e desconhecidos. Minha ideia era ler e falar sobre livros que não estavam no hype e durante algum tempo, deu super certo. Eu fiz um tour pela literatura clássica mundial, consegui aprender muito sobre autores diferentes e descobri os livros da Jane Austen, que se tornou uma favorita.
Mas como eu não sou uma pessoa de fazer uma coisa só, decidi expandir os domínios do Poeira Literária e comecei a falar sobre música por lá também. Meu primeiro projeto de análise musical (e que catapultou meu canal) foi um vídeo sobre o álbum Cry Baby, da Melanie Martinez, em 2015. Em 2016, eu explorei o Electra Heart, da Marina and The Diamonds.
Fui levando o Poeira Literária até 2021 entre trancos e barrancos por conta da vida pessoal e dos estudos. Até o momento em que eu decidi encerrar o canal, tinha mais de 11 mil inscritos e 300 vídeos, que falavam sobre livros, música e a relação dessas duas artes com a sociedade.
Depois de encerrar o canal, eu voltei para os conteúdos escritos, mas o que mais me atrai hoje é o Substack. Ao longo dos anos, eu colecionei alguns conteúdos sobre escrita criativa e marketing literário, então é disso que se alimenta a minha newsletter/blog. Nele, eu também tenho compartilhado alguns pensamentos sobre livros e algumas experiências na literatura.
Você pode ler os conteúdos e se tornar um assinante clicando aqui.
