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Os 5 sistemas de magia mais interessantes em livros de fantasia

Os 5 sistemas de magia mais interessantes em livros de fantasia

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Dentro de uma história de fantasia, os sistemas de magia são o que dão base à toda ação mágica dos personagens.

Os sistemas de magia têm regras próprias que regem o mundo que conhecemos na história e que servem para guiar os personagens e seus atos.

Sem esses sistemas de magia bem estabelecidos, as histórias de fantasia podem passar uma sensação de desleixo para o leitor, a sensação de que o autor não sabia o que estava fazendo e que tudo poderia acontecer, tirando a verossimilhança da história.

Por isso, eu resolvi reunir neste artigo os 5 sistemas de magia mais interessantes que eu já li na literatura de fantasia para entendermos como cada um deles funciona e o que você pode aprender com eles.

Mas antes, vamos entender o que forma um sistema de magia e como ele aparece na história.

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O que são sistemas de magia?

A explicação mais simplista é de que um sistema de magia é o conjunto de regras que a mágica precisa seguir dentro da história.

Por exemplo, em Harry Potter, o sistema de magia diz que para alguém fazer mágica é preciso ter uma varinha e conhecer as palavras de cada feitiço.

Sem esses dois elementos, o bruxo não consegue executar a magia perfeitamente.

Além disso, no mundo bruxo também existem poções, que são um tipo de magia, que requerem recursos e o conhecimento de uma receita.

Basicamente as mesmas regras dos feitiços.

Em outras histórias, o sistema de magia pode estar mais atrelado a como a magia emerge de uma pessoa e como essa pessoa a desenvolve, como na Trilogia Grisha, da autora Leigh Bardugo.

Quem trouxe a discussão sobre sistemas de magia, e é creditado como o inventor do termo, é o escritor de ficção especulativa, Brandon Sanderson.

Incomodado com a quantidade de histórias que não seguiam uma lógica interna quando o assunto era magia, Sanderson resolveu criar uma série de regrinhas que uma história teria que cumprir para ser mais crível.

Ele, então, criou os conceitos de sistemas de magia (rígido, suave e híbrido) e as três leis da magia que guiam seu trabalho e de vários outros autores nos dias de hoje.

Você pode conferir em detalhes os conceitos neste artigo aqui no blog: O que é um sistema de magia e quais são os tipos que existem?

5 sistemas de magia interessantes em livros de fantasia

Em resumo, o sistema de magia se caracteriza pela maneira como a magia é manifestada em um mundo de fantasia e, mais precisamente, em como ela funciona.

E se tem uma coisa incrível na literatura fantástica é a diversidade de sistemas de magias criados pelos autores.

Por isso, eu trouxe aqui os cinco que consigo mais interessantes. Confira:

1. Série Harry Potter, J. K. Rowling

A primeira coisa que precisamos entender sobre o sistema de magia em Harry Potter é que ele é complexo e depende da dedicação dos bruxos para funcionar perfeitamente.

A magia em Harry Potter é herdada ou se desenvolve em indivíduos comuns de maneira espontânea.

Porém, se esses indivíduos não estudarem e se dedicarem a aprender as palavras dos feitiços, os gestos da varinha ou as receitas das poções, eles não conseguirão chegar em resultado nenhum.

É um sistema de magia muito meritocrático, mas quando o personagem tem total controle sobre sua varinha e conhece os feitiços, não há nada que ele não possa fazer.

Sempre lembrando, claro, que a magia em Harry Potter precisa respeitar as leis da física, como Hermione explica no último livro da série.

Imagem: Hermione Granger, vivida pela atriz Emma Watson

A personagem nos conta que ela não pode conjurar comida do nada, a comida que ela conjura na mesa de jantar precisa vir de algum lugar, ela apenas é transmutada.

Ou seja, Hermione está transportando comida de um lugar a outro, tirando de alguém para poder comer.

Isso nos mostra como esse sistema de magia é complexo.

Além de depender de aprendizado e dedicação, também depende das leis da física e da ética do bruxo.

2. Elantris, Brandon Sanderson

A resolução da história de Elantris, livro do criador dos sistemas de magia, Brandon Sanderson, gira em torno do entendimento de como a magia funciona. E isso por si só é muito interessante.

Na história, nós conhecemos uma civilização que teve sua queda depois de um terremoto que destroçou sua cidade.

A cidade de Elantris hoje é uma ruína, assim como as pessoas que lá vivem.

Antigamente, essas pessoas podiam fazer magia, eram fisicamente fascinantes e podiam viver para sempre.

Porém, depois da queda, eles são zumbis vagantes.

O que nós aprendemos durante o livro é que a mágica dentro da cidade acontecia por meio de desenhos de runas que disparavam magias com diversos significados.

Imagem: fanart dos personagens

E o que nosso personagem descobre é que a própria cidade tinha o desenho de uma runa e que o terremoto fez com que o desenho se quebrasse, quebrando a própria magia de Elantris.

Dentro do sistema de magia desse mundo, são os desenhos corretos e funcionais que importam.

É um sistema que lembra um pouco o de Harry Potter, pois depende de o feiticeiro aprender as formas corretas e como aplicá-las.

3. As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Em As Brumas de Avalon, o sistema de magia é algo mais sutil e que se aproxima muito da crença religiosa.

Na história, acompanhamos especialmente Morgana, a irmã feiticeira do Rei Arthur.

Morgana é uma aprendiz (e mais tarde, sacerdotisa) da ilha de Avalon, um lugar envolto em magia natural, que depende dos elementos e do poder que exala da Deusa Mãe.

Dentro dessa história, o sistema de magia depende da religião porque as sacerdotisas de Avalon servem à Deusa Mãe e acreditam na benção dela para performar feitiços e poções simples.

Imagem: a personagem Morgana, vivida pela atriz Julianna Margulies

As sacerdotisas treinadas podem criar poções usando plantas e dizendo palavras mágicas, assim como podem controlar os elementos da natureza, como na abertura das brumas que cobrem a ilha, e utilizam sonhos e a “visão” para comunicação.

Assim como os sistemas citados anteriormente, em As Brumas de Avalon uma sacerdotisa só consegue ser uma mestra em toda a magia se estudar avidamente.

Porém, elas despertam para esses poderes ainda jovens e podem performar pequenas magias sem estudo prévio.

4. Série Mistborn, Brandon Sanderson

Mais um sistema de magia criado por Brandon Sanderson nesta lista.

A série Mistborn tem uma magia muito diferente, que é a alomancia, o uso de metais para despertar habilidades especiais no corpo humano.

Na história, existem pessoas que possuem a habilidade de poderem queimar determinados metais para poder enxergar melhor, se tornar mais fortes, conseguir voar e enxergar as ações de uma pessoa num futuro próximo.

Existem diversas pessoas que podem queimar apenas um metal, mas existem pessoas especiais que podem queimar todos os metais.

Estes últimos são chamados de Nascidos da Bruma.

Imagem: Fanart dos personagens de Mistborn

O interessante é que cada metal funciona de uma maneira e tem seu próprio tempo de queima.

Nessa história, brumosos (quem pode queimar metais) podem utilizar seu poder sem nem saber que são brumosos, isso porque ingerimos metais através da água e da alimentação sem saber.

Então, o que alguns personagens acreditam ser sorte, é apenas seu poder sendo usado sem eles perceberem.

5. Trilogia Grisha, Leigh Bardugo

Por último, temos o mundo da Trilogia Grisha criado por Leigh Bardugo.

Recentemente, a história virou uma série na Netflix e conta a história de uma menina, Alina, que descobre ser a tão esperada Conjuradora do Sol.

Nesse mundo, pessoas nascem com poderes de serem conjuradores elementais ou manipuladores de materiais físicos ou do corpo humano.

Existem três classificações do poder e algumas categorias dentro destas grandes classificações.

Temos os corporalki, que se dividem entre sangradores e curandeiros.

O primeiro pode danificar o corpo através da manipulação do sangue, e o segundo pode curar ferimentos.

Temos os materialki, divididos entre durastes e alquimistas.

O primeiro podendo manipular materiais físicos para forjar objetos e roupas, enquanto o segundo manipula químicos.

Imagem: a personagem Alina Starkov, vivida pela atriz Jessie Mei Li

E enfim, temos os etherealki, divididos entre aeros, infernais e hidros. Respectivamente, eles são conjuradores do ar, do fogo e da água.

Fora estes, temos três personagens fora da curva: o conjurador das sombras, o Darkling, a conjuradora do sol, Alina e a artesã, Genya, que pode modificar feições.

Nesse sistema de magia, então, a manipulação de materiais e conjuração de elementos é chamado de pequena ciência.

E apesar de uma criança conseguir demonstrar habilidades para algum deles cedo na vida, a tendência é que elas comecem a ser treinadas assim que forem testadas para que seus poderes não se desenvolvam sozinhos.

Em resumo…

Existem muitos sistemas de magia diferentes que já foram utilizados em livros de fantasia.

Temos desde sistemas que dependem de muitas regras e dedicação para funcionar até sistemas que podem ser utilizados sem treinamento nenhum.

Enquanto autor, você pode criar o seu sistema de magia, mas também pode utilizar algum dos que já existem.

A originalidade da sua história não vai depender das regras de magia, mas em como você as utiliza na história.

Portanto, construa sua história de fantasia para que ela seja mais do que sistemas de magia.

E se você lembrou de mais algum sistema que eu não falei aqui, deixe nos comentários!

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