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processo de escrita

O que determina quem é um bom escritor ou escritor ruim?

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Uma citação de Adam Grant, professor da Universidade da Pensilvânia, pode resumir muito bem o que é ser um bom escritor e o que é ser um escritor ruim.

Ele diz que “bons comunicadores fazem eles próprios parecerem inteligentes, mas que os ótimos comunicadores fazem os leitores se sentirem inteligentes“.

Esta frase nos traz a ideia de que um escritor pode escolher escrever para si próprio ou para a sua audiência.

Shane Snow, jornalista e escritor americano, levou esta ideia ao campo científico. Ele resolveu testar o nível de escrita de diversos autores.

Ele usou uma plataforma que analisa a extensão de vocabulário de um texto, o uso de recursos gramaticais e a estrutura usada para formar frases.

O bom escritor e a dificuldade de leitura

O experimento começou analisando alguns trechos de livros famosos. Shane descobriu que um bom escritor têm a tendência de escrever com um nível de escrita abaixo daquele que possui.

E que isso acontece, inclusive, entre os autores clássicos.

Analisando O Velho e o Mar, de Hemingway, por exemplo, ele descobriu que o nível de escrita usado pelo autor nesta obra é compatível com o vocabulário e estrutura de frases de um estudante do 4º ano do ensino fundamental.

O que isso sugere é que escrever para uma base popular de leitores significa deixar que a leitura flua com rapidez.

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Existe receita para escrever bem?

Se o leitor não precisa interromper a leitura a cada dez minutos para procurar uma palavra no dicionário, ele automaticamente vai aproveitar mais a experiência e se aprofundar na história.

Porém, nem sempre um livro que tenha velocidade de leitura e um nível mais abrangente de escrita será bem escrito.

O que separa, então, o bom escritor de um escritor ruim? Shane Snow acredita que o quadro abaixo explica:

Segundo Shane, então, fazer com que seu leitor se sinta inteligente é a receita para o sucesso. Mas, como fazer isso?

Simples, faça com que o seu leitor aprenda alguma coisa e que isso aconteça de forma agradável. Quer um exemplo?

Mesmo sendo odiado por muitos críticos e acadêmicos, O Código da Vinci, de Dan Brown, é um um sucesso.

Ele é um dos livros mais vendidos do mundo, favorito entre muitos leitores e um clássico do gênero.

E por quê? Porque ele é um livro fácil de ser lido e que está, constantemente, convidando o leitor a descobrir algo novo.

Livros infantis também são ótimos exemplos e a maioria de encontra no primeiro quadrante do diagrama acima.

São livros fáceis e as crianças aprendem lições extraordinárias. Portanto, não é supressa que eles sejam tão populares.

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