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Planeta Fantástico: bate-papo com autores sobre antologia de contos

Uma das realidades do escritor iniciante brasileiro é participar de uma antologia de contos.

Por isso, no segundo dia da 6ª Odisseia de Literatura Fantástica, tivemos um painel exatamente sobre isso, o bate-papo com autores da antologia Planeta Fantástico, da Editora Metamorfose.

Além disso, do bate-papo, o mediador do painel, Marcelo Spalding, falou sobre ser escritor no Brasil e como as antologias podem ajudar os autores iniciantes.

Durante a minha vida, eu já participei de duas antologias de contos e esse painel me chamou atenção especial porque um amigo meu, Felipe Ramos, é um dos autores.

Ele traz uma narrativa de horror em “Matadouro“, inspirada na obra de Lovecraft.

O conto está na página 97 do livro e deixa o leitor se perguntando o que está acontecendo, já que a história se passa na escuridão, trazendo apenas as sensações do protagonista.

Assim, durante o painel, todos os autores presentes puderam compartilhar suas inspirações e ideias principais de seus contos. Confira no vídeo abaixo a apresentação do Felipe Ramos sobre o conto dele:

Outras considerações sobre antologias de conto

Foi interessante acompanhar o painel porque trouxe a antologia de contos em sua forma mais crua.

Elas são uma maneira acessível de um autor iniciante construir portfólio e ganhar reconhecimento no mercado editorial. Para as editora, também é uma maneira de ganhar reconhecimento, além de descobrir novos talentos.

E para os autores, o painel trouxe um cuidado: escolher muito bem a editora para a qual enviar seu conto para não sofrer nenhum golpe.

Existem editoras que cobram taxas abusivas dos autores, editoras que recebem os originais e não pagam direitos autorais, editoras que exigem meta de venda e editoras que desaparecem após receber originais e dinheiro dos autores.

Sobre isso, Duda Falcão trouxe um pouco de sua experiência enquanto autor, promotor de literatura e editor. Confira:

Para fugir desses golpes, é preciso investigar a editora, entender se ela é série e, só então, enviar o seu original. No mesmo painel, Marcelo também falou sobre outros assuntos.

Como, por exemplo, ter autores com mais de 50 anos na fantasia e viver de literatura no Brasil.

Ele também comentou as motivações para os autores submeterem seus contos à antologias e como é o cenário da fantasia no que se refere à representatividade.

A representatividade nas antologias

Essa foi, em especial, uma questão trazida por Kátia Regina de Souza, uma das autoras do livro e autora de mais livros da Editora Metamorfose (este e este). Ela falou sobre a dificuldade de ser mulher no gênero fantástico.

E ainda apontou que, entre todos os autores do Planeta Fantástico presentes no palco, apenas quatro eram mulheres.

Ainda sobre representatividade, um comentário que eu ouvi na plateia foi que o recorte de etnia não chegou à fantasia. Entre todos os autores no palco, plateia e participantes, a quantidade de pessoas não-brancas era muito baixa.

Talvez isso signifique, além de levar a escrita de fantasia para mais mulheres, temos que levar para outros grupos étnicos, como negros e indígenas.

Continue acompanhando para mais notícias e comentários sobre literatura e antologia de contos.

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