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3 problemas que um livro mal estruturado pode ter

3 problemas que um livro mal estruturado pode ter

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A estrutura narrativa é a espinha dorsal de um livro, uma série de acontecimentos organizados de forma a contar a melhor história.

Existem diversos tipos de estruturas narrativas para você escolher, desde aquelas que focam na jornada do personagem até aquelas que dividem a história em atos.

O importante, em meio a tantas escolhas de estruturas, é entender a importância delas.

A principal função de uma estrutura narrativa é ajudar o escritor a criar uma história que faça sentido, levando a causa e consequência em consideração.

Uma história precisa ter altos e baixos, precisa ter momentos em que o leitor vai torcer pelo protagonista, se sentir triste em vê-lo no fundo do poço e vibrar quando ele retomar a ação no clímax.

A estrutura também pode ajudar o escritor a entender como espalhar pela narrativa a lição que o protagonista precisará aprender e como o obstáculo será vencido.

Dessa maneira, para resumir a função da estrutura narrativa, podemos dizer que é ela quem ajuda a transformar uma ideia em uma história.

Por isso, saber como estruturar um livro na fase de planejamento é tão primordial.

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3 problemas que um livro mal estruturado pode ter

Um livro mal estruturado pode encontrar diversos problemas pelo caminho, como falha no ritmo e percepção ruim dos leitores.

E pensando em ajudar você a entender a importância de trabalhar bem a espinha dorsal da sua história, eu trouxe aqui os três problemas mais comuns que um livro mal estruturado pode apresentar.

Problema 1: o livro pode ficar chato

Enquanto leitora, eu já encontrei uma história em que o incidente acontece em 40% do livro.

O incidente, caso você não esteja familiarizado com o termo, é o pontapé inicial da história, um acontecimento que tira o protagonista da zona de conforto e faz a narrativa realmente começar a acontecer.

No livro em questão, antes do incidente, nós acompanhamos apenas o mundo comum da protagonista.

E acompanhar esse mundo comum, sem muitos acontecimentos ou descobertas se torna… chato.

Não existe conflito antes do incidente porque é o incidente que traz o conflito para a história. E uma história sem conflito não é uma história.

A partir desse exemplo, podemos perceber que o livro em questão não teve um olhar mais crítico para a estrutura pensando em ritmo e na experiência do leitor.

Problema 2: o ritmo da história fica ruim

Vou continuar usando o exemplo do livro citado acima porque ter um incidente que acontece em 40% da história acaba trazendo mais um problema: ritmo.

Quando falamos sobre estruturas narrativas, estamos falando sobre acontecimentos-chave que movem a história.

Por exemplo, na jornada do herói temos o convite à aventura e na estrutura de três atos temos o incidente incitante.

Esses dois pontos devem acontecer logo no início da história para que dê tempo de o protagonista entender sua nova realidade, descobrir a lição que deverá aprender e tenha tempo de treinar, errar e acertar em busca desse objetivo.

Mas se você tem um incidente que acontece em 40% do livro, será que o restante das páginas será o suficiente para que o leitor perceba que o protagonista cresceu e evoluiu?

A resposta é: não, não é o suficiente.

Ter um incidente que acontece tarde demais na história acaba atrasando todos os outros acontecimentos, e isso passa a impressão de que o desenvolvimento do livro aconteceu rápido demais e que o clímax foi resolvido com muita facilidade.

Problema 3: o protagonista não parece ter mudado

Além de ditar o ritmo dos acontecimentos do livro, a estrutura também indica onde grandes mudanças acontecerão com o protagonista.

No incidente, por exemplo, ele descobre algo que o tira da zona de conforto. No fundo do poço, ele perde suas crenças. E na descoberta, ele recobra as esperanças e chega no conflito com o antagonista.

E quando nós temos um problema de estrutura, onde um dos pontos acaba faltando ou quando os pontos estão perto (ou longe) demais, a impressão passada no leitor é de que o protagonista não evoluiu ou evoluiu rápido demais.

Para não perder o costume, vamos voltar ao exemplo do livro citado anteriormente.

Nele, a protagonista passa 40% da história sendo de uma maneira até que ela é tirada do mundo que conhece.

No desenvolvimento do livro, ela deveria aprender a usar as armas (no sentido figurado) necessárias para enfrentar a força antagonista no clímax.

Porém, como este é um livro mal estruturado, e o desenvolvimento é curto e a protagonista parece se tornar poderosa de uma hora para outra.

O desenvolvimento dela, a mudança, deveria estar ali, deveria estar visível, mas por culpa de uma estrutura mal pensada, não está.

E o resultado é que todos os acontecimentos que deveriam ser impactantes no miolo do livro não tem o peso que deveriam.

Além disso, nós também, enquanto leitores, não temos tempo suficiente para absorver o que aconteceu porque algo novo está vindo.

Por isso, e essa dica vale para todos os problemas da lista, o ideal é pensar bem na distribuição dos pontos-chave da estrutura antes de dar o livro como pronto.

Para concluir…

Neste artigo falamos sobre estruturas narrativas e a importância de você pensar com mais carinho nelas na hora que for escrever o seu livro.

A estrutura é a espinha dorsal de uma história, e corpo nenhum se sustenta sem uma coluna firme.

Então, a lição que fica é: preste atenção aos pontos-chave da sua história ou você pode terminar com um livro mal estruturado e cheio de problemas.

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