Como a leitura crítica pode ajudar o escritor a vender mais livros

Como a leitura crítica pode ajudar o escritor a vender mais livros

A leitura crítica é um serviço que veio ajudar o escritor a melhorar sua prática e preparar um original para a avaliação de editoras. Mas além disso, a leitura crítica também pode ajudar o escritor a vender mais livros.

Em sua essência, contratar um leitor profissional significa que o autor vai submeter seu manuscrito original a alguém que vai procurar problemas e incoerências. O leitor crítico vai escrutinar a obra e fazer indicações do que o autor pode melhorar, seja na história em si ou no estilo de escrita.

Apenas esses aspectos já são atrativos, mas se o serviço oferecido pelo leitor crítico também olhar para os aspectos de marketing literário do manuscrito, ele consegue detectar os pontos fortes e fracos da história, o público-alvo que mais vai gostar da trama e identificar argumentos de venda.

Neste artigo, eu vou falar sobre cada um dos pontos em que uma leitura crítica de caráter misto ajuda o escritor a vender mais livros.

2 pontos em que a leitura crítica ajuda a vender mais livros

Antes de tudo, é importante dizer que nem toda leitura crítica tem esse viés marketeiro. Na verdade, eu mesma nunca vi esse serviço identificando pontos para comunicação.

Justamente por isso, ofereço os meus serviços como leitora profissional tendo esse caráter mais misto. Se você quiser conhecer melhor a minha proposta, é só clicar aqui.

1 Entender para quem vender

No marketing literário, o público-alvo é o grupo de pessoas para o qual um produto/serviço se destina. Esse público é definido por demografias, ou seja, gênero, faixa etária, escolaridade, faixa de renda, localização e hábitos de consumo.

Digamos que você é uma autora de fantasia que tem um manuscrito sobre uma menina de 16 anos descobrindo ser herdeira do trono de um país mágico. O seu romance é leve, divertido e fala sobre problemas típicos de uma adolescente. Nesse caso, o melhor público para destinar a divulgação do seu livro são meninas entre 14 e 18 anos, que ainda estão na escola.

Esse foi um exemplo geral e amplo, mas o que a informação de público-alvo traz é um grupo segmentado de pessoas que tem mais probabilidade de comprar o seu livro.

Diferença entre quem compra e quem consome

Me senti obrigada a trazer esse outro tópico porque existe uma diferença dentro do público-alvo entre quem compra o produto/serviço e quem consome.

Nem sempre é assim, especialmente se o produto é destinado a adultos. Quando você tem um romance new adult ou adulto mesmo, o cliente (quem compra) e o consumidor (quem consome) são as mesmas pessoas.

Porém, no exemplo dado acima, quem vai consumir o livro é a adolescente, mas quem vai comprar o livro, provavelmente são os pais dela. Então, o autor tem dois públicos-alvo para divulgar: os pais e a adolescente. Parece complicado a princípio, mas os outros pontos que eu vou apresentar aqui ajudam a entender como se comunicar com eles.

2 Entender como vender

Depois que a leitura crítica apontou o público-alvo mais provável, ela também pode apontar argumentos de venda e pontos fortes e fracos da história.

Pontos fortes e fracos

Os pontos fortes e fracos são os melhores e os piores aspectos sobre a história. Vamos voltar ao exemplo do livro de fantasia YA:

Digamos que a história tem uma protagonista fora do padrão de beleza e apresenta mulheres inteligentes em posição de poder. Ao mesmo tempo, coloca a protagonista num triângulo amoroso, onde um dos personagens é abusivo e o outro a trata de maneira negativa. No final, ela escolhe ficar com o personagem que a trata de maneira negativa.

Para identificar os aspectos bons e ruins aqui, precisamos olhar com os olhos do cliente, ou seja, os pais que vão comprar o livro para a filha adolescente.

Será que eles querem que ela tenha bons exemplos de mulheres bem sucedidas? E será que eles querem que ela se sinta representada e veja que está tudo bem ter uma princesa fora do padrão?  Sim. Então, esses são dois pontos positivos.

Mas ao mesmo tempo, será que eles querem que a filha deles entenda que ela precisa escolher entre um namorado abusivo ou um que a trata mal? Será que eles querem que ela ache que só exista essas duas escolhas? Não. Então, isso é um ponto negativo.

Apontar os aspectos negativos e positivos, pontos fortes e fracos, não necessariamente significa que o autor precisa mudar esses aspectos na história. Os pontos fracos podem ter influência na trama mais tarde ou ser o resultado de uma trama maior. Isso vai depender do julgamento do autor.

Como eu já disse antes aqui no blog, a leitura crítica não é lei, é só sugestão.

Argumentos de venda

E munida dos pontos fracos e fortes, a leitura crítica pode sugerir argumentos de venda. E o que são argumentos de venda? São frases e conceitos que a divulgação do livro vai apresentar no momento em que quiser convencer o cliente a comprar o livro.

Seguindo nosso exemplo, um dos argumentos poderia ser que este novo livro de fantasia YA incentiva jovens mulheres a se tornarem líderes. Ou que o livro mostra que ter uma aparência padrão não tem nada a ver com a capacidade de se tornar governante. Ou ainda, focando mais nas adolescentes do que em seus pais, que este livro é uma aventura por terras mágicas, cheia de descobertas, enigmas e romance.

E, claro, caso o autor decida fazer qualquer modificação no manuscrito depois que a leitura crítica for entregue, os pontos fortes e fracos podem mudar. Assim como os argumentos de venda.

Em conclusão…

A leitura crítica é um prato cheio para ajudar o autor a vender mais livros. Basta ouvir as indicações, entender o diagnóstico, aplicar as mudanças e se preparar para apresentar essas informações para a editora (ou aplicar no marketing literário você mesmo, caso você seja um autor independente).

 



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