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Quais foram as minhas inspirações para escrever o Onirismos?

Quais foram as minhas inspirações para escrever o Onirismos?

Faz pouco mais de um mês que eu lancei o Onirismos, meu primeiro livro de contos. E uma das coisas mais legais sobre ele é que o Onirismos ganhou esse nome porque eu usei os meus sonhos como inspirações para escrever os contos da antologia.

Eu já falei aqui no blog sobre como escrever contos e histórias baseados em sonhos oníricos. É uma técnica que eu uso bastante. E quando eu decidi escrever o Onirismos, não foi diferente. Eu busquei por sonhos diferentes e curiosos, que contassem boas histórias, e apliquei essa técnica para deixá-los correntes e interessantes.

E pensando em mostrar como eu fiz isso, e explicar de onde vieram as inspirações para escrever cada conto, eu trouxe esse artigo. Hoje, vou contar como as histórias do Onirismos se tornaram o que são hoje.

De onde vieram as inspirações para escrever o Onirismos?

O Onirismos é uma coletânea de contos de fantasia científica. Ele é composto por três contos sobre personagens em mundos devastados. Nesse mundo, a tecnologia, o avanço da ciência e o avanço do ser humano não são coisas boas. E como em toda história de ficção especulativa, o mais importante no Onirismos não é a tecnologia, mas a relação da sociedade com ela.

No primeiro conto, vemos duas meninas marginalizadas buscando por uma vida melhor numa nova cidade. Já no segundo conto, vemos uma mãe fazendo de tudo para proteger seus filhos de uma ameaça. E no terceiro conto, acompanhamos uma empregada doméstica que tenta derrubar sua patroa abusiva.

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O Centauro no Circo

O Centauro no Circo é o primeiro conto do Onirismos e ele veio quase pronto num sonho. Quando eu tive esse sonho, eu vi dois cenários: o primeiro era um campo no meio de um deserto onde um centauro corria. O segundo, era uma cidade cinza, suja e pobre. As duas cenas aconteceram como no conto: a segunda foi o flashback da primeira.

Numa postagem do Instagram, eu compartilhei algo engraçado sobre esse sonho. No dia em que sonhei, eu relatei por cima a história numa postagem. Eis que duas amigas brincaram e fizeram interpretações.

Outra coisa legal sobre o processo de escrita desse conto é que ele está registrado! Eu fiz um update no Facebook ainda em 2015 e, em 2016, terminei o primeiro rascunho. Curiosamente, esse conto mudou muito pouco desde o primeiro rascunho e do primeiro sonho. Eu apenas busquei dar mais coesão às cenas e realidade ao cenário.

Tempestades de Areia

Já o segundo conto, Tempestades de Areia, acabou se tornando muito diferente da versão original. A ideia central é uma mãe protegendo seus filhos, especialmente Lúcia, a mais velha. Nessa história, criaturas de areia invadiram a Terra e a humanidade é forçada a se esconder.

Porém, no sonho em que vieram as inspirações para escrever esse conto, o filho mais protegido por aquela mãe era Simon, um bebê. Eu lembro que a primeira cena desse sonho veio pronta, como se eu estivesse assistindo a um filme. Eu estava no corpo dessa mãe e segurava Simon, um recém-nascido, ao mesmo tempo em que narrava que “Simon chegou quando eu tinha 27 anos”.

No decorrer do processo de criação, as coisas mudaram um pouco e para ficar mais coeso e fazer mas sentido, eu precisei mudar um pouco as coisas. Por exemplo: Simon virou Lúcia, as criaturas da areia precisaram ter uma origem, o final precisou ser melhorado e o efeito da areia no mundo também.

Amnésia e Eloquência

Assim como O Centauro no Circo, o último conto do Onirismos foi praticamente intocado. Amnésia e Eloquência veio como uma narrativa pronta, especialmente as duas primeiras partes da história. Eu lembro que quando acordei desse sonho, corri para o editor de textos do drive no celular e comecei a escrever.

Muita coisa do que eu escrevi naquela manhã se manteve porque à medida que eu ia escrevendo, já ia editando, e cheguei ao final daquele documento com uma história que tinha início, meio e fim, faltava apenas uma delimitação melhor de espaço, tempo e realidade.

Acabou que Amnésia e Eloquência é um dos meus contos favoritos do Onirismos justamente porque as inspirações para escrever esse conto vieram sequenciadas. Eu quase não precisei mexer em nada.

Enfim, essas foram as minhas inspirações para escrever o meu primeiro livro solo, o Onirismos. Agora que eu respondi, pergunto a vocês: de onde vêm as inspirações para escrever as histórias de vocês? Deixe a resposta aqui nos comentários!



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