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ANTI-HEROIS: a coletânea que celebra personagens que não são nem monstros e nem heróis

No último final de semana, eu concluí a leitura de mais uma antologia de contos da Editora Metamorfose, a Anti-Heróis.

O meu primeiro encontro com a editora foi com a antologia Literaflix, da qual eu falei neste artigo.

O que eu encontrei dessa vez foram contos que celebram personagens cinzas, homens e mulheres que ficam no limiar entre o bem e o mal, que não são nem monstros e nem heróis em suas histórias.

Como tradição, não vou falar sobre todos os contos de Anti-Heróis, apenas os três que se destacaram para mim. Confira abaixo:

1. Arthurzinho e a sorte, da Ana Maria Pérez

O que me chamou a atenção nesse conto com a naturalidade da narrativa e a veracidade da história. Arthurzinho é um menino como vários meninos brasileiros, sem condições, sem incentivo e sem perspectiva.

Precisa vender o almoço para poder jantar e o fio que conduz as escolhas dele não poderiam ser mais compreensíveis.

Me fez pensar em como a gente costuma julgar uma criança, ou um adolescente, por suas escolhas sem nem olhar de onde essas escolhas estão partindo e quais são as motivações para isso.

2. A dívida, da Bruna Agra Tessuto

Fiquei com o coração gelado por causa desse conto, pensando em como, às vezes, agimos sem nos dar conta das consequências porque estamos agindo com as emoções.

O ser humano não é racional, apesar de colocarmos a razão acima de tudo e a protagonista desse conto, a Selma, se viu nessa situação.

Por ter perdido uma filha para um atropelamento, ela se vinga da “assassina” de sua filha de uma maneira inusitada. Terminei o conto de olhos arregalados imaginando quantas cenas dessas já aconteceram na vida real.

3. Herança, da Lisele Félix

Apesar de algumas partes da narrativa não serem tão boas, o teor desse conto é a histórias do dia a dia das mães brasileiras de classe baixa.

A protagonista começa sua história deixando a filha na escolinha e correndo para o trabalho com 40 minutos de atraso debaixo de uma chuva torrencial.

Ela aguenta poucas e boas, não tem a ajuda de ninguém e finaliza sua narrativa tendo esperanças no futuro.

É por meio da filha que ela espera trazer mais igualdade de oportunidades e a herança que deixa é um futuro melhor. Se sacrificar para que o filho tenha mais chances… que mãe nunca fez isso?

E vocês, tiveram contato com esse livro? O que acharam?

E se vocês quiserem conhecer melhor as histórias de Anti-Heróis, comprem o livro através deste link, assim vocês me ajuda com uma comissão!

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